quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Opinião - Muito além da vantagem, o Inter conseguiu fazer o Chivas abrir e está muito próximo do bi da América

Já ia 15 minutos do segundo tempo e eu estava assistindo e analisando já o jogo da volta entre Inter e Chivas, na decisão da Libertadores. A derrota de 1 a 0 faria com que em casa, o colorado é que teria de sair para o jogo, abrindo espaços para o forte contra-ataque do time mexicano. Um empate no México seria importantíssimo pois obrigaria também o Chivas jogar no Beira Rio.
Mas o Inter conseguiu mais que isso. Numa jogada que começou na cobrança de falta por D’Alessandro, voltou para ele, que cruzou novamente para a área e que acabou na cabeça de Giuliano, o gol de empate. Pouco mais tarde, quatro minutos mais precisamente, o capitão Bolivar virava o placar para 2 a 1. O Inter conseguia fazer no segundo tempo o que já merecia no primeiro, gols.
Muito melhor em campo, o Colorado neutralizou qualquer possibilidade de o Chivas dominar a partida. O Inter jogou como se estivesse em casa, dominou a partida, chamou para sai a responsabilidade de atacar e colocou o Chivas na “roda”.
O Chivas pouco criou, viu sua superioridade de fases anteriores, em casa, sucumbir. Este Inter, que teve em D’Alessandro, o melhor jogador em campo, tem muito mais que um destaque. Falo da defesa, sólida com Bolivar e Indio, com os laterais Nei e Kléber em ótima noite, correndo muito, apoiando, até concluindo jogadas. O meio de campo perfeito, envolvendo a marcação do Chivas, teve Sandro, Guinazu, um gigante na marcação e roubadas de bola e ainda o craque, D’Ale. Taison, outra boa partida. Alecsandro se machucou ainda na primeira etapa e fez falta. Celso Roth mandou a campo Everton, para o ataque. Everton foi a decepção da noite. O mesmo Roth que viu o equivoco e que com Everton nada conseguiria, sacou ao atacante e colocou em campo Rafael Sobis.
Celso Roth acertou de tal maneira este time do Inter, que é quase impossível acreditar que o Chivas possa reverter esta vantagem em Porto Alegre, na próxima quarta-feira. O Inter, começou a pintar novamente a América de vermelho, e na quarta, deve apenas ratificar a condição de um time muito melhor que o adversário desta final.

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